capa do cd "notícias artesanais poesias industriais" (2011)
Foi em 2011 que Pedro
José resolveu juntar seus escritos esporádicos com suas
invencionices ao violão e fazer canção. Os
caminhos à criação já tinham sido abertos
com os aprendizados na Cia. Teatro de Garagem (de 2009 até
hoje) e com a participação em bandas de improviso
total, como a efêmera Transe (2010). Desde então foi só
tomando gosto pela coisa e criando coragem pra dizer pros outros que
o que ele fazia era música. Às próprias custas,
e quase sem custos, compilou 14 faixas num cd caseiro intitulado
“Noticias artesanais, poesias industriais” e saiu por aí
espalhando sua arte pelas ruas, calçadas, saraus e festivais
que encontrava pelo caminho. O som que se engendra na relação
- quase sempre solitária - com seu companheiro violão e
com as vozes do mundo em volta, remete a um balaio de influências
que saem lá do rock psicodélico setentista, passam pelo
samba e pelas cantorias e ritmos populares, e se encontram com a
poesia rasgada dos benditos “malditos” da “mpb” (como Jards,
Itamar, Sérgio Sampaio etc.). Além é claro da
influência direta de artistas contemporâneos de uma cena
autoral que cada dia mais vem se afirmando (e se firmando) em
Londrina, incluindo aí poetas, teatreiros e artistas de rua de
várias linguagens. Seus últimos trabalhos, gestados
entre 2013 e 2014 trazem uma pegada mais introspectiva e confessional
aliada a uma interpretação do mundo ora esperançosa,
ora apocalíptica. Seu novo projeto/sonho de disco vai levando
o nome de “Sem Raiz”, que sintetiza os retratos sonoros de um
cantador com os pés fincados no solo em desmoronamento e com a
cabeça avoando nos “delírios das coisas reais”.

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