sábado, 24 de janeiro de 2015

Release

capa do cd "notícias artesanais poesias industriais" (2011)

Foi em 2011 que Pedro José resolveu juntar seus escritos esporádicos com suas invencionices ao violão e fazer canção. Os caminhos à criação já tinham sido abertos com os aprendizados na Cia. Teatro de Garagem (de 2009 até hoje) e com a participação em bandas de improviso total, como a efêmera Transe (2010). Desde então foi só tomando gosto pela coisa e criando coragem pra dizer pros outros que o que ele fazia era música. Às próprias custas, e quase sem custos, compilou 14 faixas num cd caseiro intitulado “Noticias artesanais, poesias industriais” e saiu por aí espalhando sua arte pelas ruas, calçadas, saraus e festivais que encontrava pelo caminho. O som que se engendra na relação - quase sempre solitária - com seu companheiro violão e com as vozes do mundo em volta, remete a um balaio de influências que saem lá do rock psicodélico setentista, passam pelo samba e pelas cantorias e ritmos populares, e se encontram com a poesia rasgada dos benditos “malditos” da “mpb” (como Jards, Itamar, Sérgio Sampaio etc.). Além é claro da influência direta de artistas contemporâneos de uma cena autoral que cada dia mais vem se afirmando (e se firmando) em Londrina, incluindo aí poetas, teatreiros e artistas de rua de várias linguagens. Seus últimos trabalhos, gestados entre 2013 e 2014 trazem uma pegada mais introspectiva e confessional aliada a uma interpretação do mundo ora esperançosa, ora apocalíptica. Seu novo projeto/sonho de disco vai levando o nome de “Sem Raiz”, que sintetiza os retratos sonoros de um cantador com os pés fincados no solo em desmoronamento e com a cabeça avoando nos “delírios das coisas reais”.

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